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PEDAGOGIA DA TERRA
Projeto
 
PEDAGOGIA DA TERRA   
VIVÊNCIAS EM UM SÍTIO ECOLÓGICO
 
 
 
 
 
SETE LAGOAS – MG
2010
 
 
 
 
 
 
 
‘’Cada elemento é parte integrante de um todo maior, uma teia sofisticada e intrincada de conexões e fluxos energéticos. ’’
  
 
 
 
 
 
 

Sumário
 
1. Apresentação – A Ecopedagogia
2. Objetivos
3. Metodologia da vivência
4. Resultados esperados
5. A equipe
6. Investimento
7. Considerações finais  
 
 
 
 
 

1. Apresentação
A Ecopedagogia
Dentre os vários métodos para a educação ambiental, a prática da interação com as paisagens naturais e os sistemas agroecológicos, traz a oportunidade de realizar um trabalho conjunto e dinâmico no despertar da consciência ambiental. A vivência na área experimental do Sete Eco’s – Sistema de Expansão em Tecnologias Ecológicas propõe um conjunto de atividades fundamentadas na leitura da paisagem natural e a sua relação com os sistemas de produção em desenvolvimento. Integrando informação e vivência participativa, dois recursos importantes que movimentam a ação, ensino/aprendizagem, a dinâmica se mostra altamente capaz de atuar como uma forma de educação inovadora, intitulada ecopedagogia.
 
2. Objetivos
Buscamos por meio da sensibilização e interação do participante, como pertencente e fazedor da paisagem:
- Orientar para o exercício da cidadania, para a valorização, conservação, recuperação e manejo dos recursos naturais.
- Propor um conjunto de movimentos realizados pelos participantes, com experiências relacionadas a diferentes campos das Ciências, estimulando a vontade de aprender.
- Desenvolver a consciência de um manejo sustentável na formação de sítios e áreas de lazer, com fins educacionais e terapêuticos.
 
3. Metodologia da vivência
A observação atenta da natureza é de suma importância para a compreensão da paisagem. Mais que buscar novas formas de relacionar com o nosso meio ambiente, procuramos mesclar conhecimento tradicional e científico, usando para isso tecnologias alternativas de caráter conservacionista no trato com a terra.                                                                                                                              
Utilizando dos conhecimentos teóricos e das atividades práticas a vivência será conduzida da seguinte forma:
1.    Apresentar o conteúdo programático para os alunos
No local, será apresentado aos alunos o roteiro de visitação, as atividades e as informações necessárias ao seu desenvolvimento.
2.    Tratar sobre o surgimento e fortalecimento de movimentos agroecológicos contemporâneos.
Este assunto será abordado para a conscientização dos alunos quanto ao advento de novos modelos de inserção do homem no seu meio natural. Tratando aqui, especificamente no meio rural.
3.    Conhecer sistemas de produção (agricultura e pecuária)
Visitação em unidades de produção de alimentos e criação animal: horta, espiral de ervas, pomar, plantios perenes e anuais, galinheiro, chiqueiro e curral.
4.    Tecnologias alternativas
Utilizando tecnologias específicas e apropriadas da Permacultura tais como:
Bioconstrução – Utiliza materiais ecológicos e recicláveis, baseia-se nos métodos de construção de conhecimento tradicional e de tecnologias inovadoras.
Captação e manejo de águas – armazenamento de águas pluviais, distribuição, irrigação e drenagem.
5.    Fluxos de energia e ciclos naturais
Trabalhando a observação atenta sobre fenômenos climáticos, ciclo hidrológico e posição relativa (localização de instalações).
6.    Ciclagem de nutrientes (compostagem, coleta seletiva)
Será ministrada uma simples oficina de como fazer adubo orgânico e de como fazer a separação do lixo. 
7.    Reconhecer os princípios de Permacultura no sítio
Propiciando aos alunos a capacidade de identificar as conexões entre os elementos apresentados e suas respectivas funções, essa dinâmica se mostra altamente eficaz, despertando o senso crítico dos alunos e trazendo a oportunidade de experimentar a ecoalfabetização, através de suas próprias conclusões.
8.    Êxodo rural X Êxodo urbano
Discutir sobre os motivos pelos quais parte da população rural busca os grandes centros e parte da população urbana o meio rural.
Descrição das atividades
As atividades da vivência foram programadas com o intuito de trabalhar os recursos humanos em educação, cultura e comunicação. Todas essas atividades podem e devem ser realizadas com crianças, jovens e adultos com as devidas adaptações para cada faixa etária.
A visitação
A programação geral tem como eixo principal a visitação aos espaços modificados e as adaptações introduzidas ao sistema de produção, de acordo com princípios conservacionistas de mínimo impacto. Tal prática envolve procedimentos de problematização, observação, registro, descrição e pesquisa dos fenômenos sociais, culturais e naturais que compõem a paisagem e o espaço geográfico, na busca e formulação de hipóteses e explicações das relações, permanências e transformações que aí se encontram em interação.
Os visitantes serão acompanhados durante todo o percurso por um ou mais monitores que conduzirão a vivência, que deverá ter no máximo 20 pessoas para cada guia.  A duração do roteiro acontece de forma espontânea, mas nunca excedendo um tempo máximo de três horas, desde a chegada das pessoas até o lanche. Os alunos poderão estar munidos de papel e caneta para anotações e considerações sobre o trabalho de campo, onde muitas informações serão trabalhadas e possivelmente utilizadas em trabalhos escolares. Para maior comodidade e conforto é aconselhável a cada participante o uso de vestuário adequado ao ambiente em questão.
 
Oficinas
Compostagem
            Será ministrada durante o roteiro de visitação uma simples oficina em caráter demonstrativo de como poderemos fazer adubo orgânico para as plantas. Uma oportunidade de conhecer e praticar essa atividade apaixonante que a agroecologia nos proporciona.
Lixo: o que fazer com ele?
                 Serão apresentados os tipos de lixo que são gerados e como podemos implantar um sistema de separação, coleta e destinação correta do mesmo. Nesta parte, será dado enfoque à reutilização e reaproveitamento de alguns tipos de lixo.
Alimentação
            Depois de toda a visitação será servido um café da roça, contento elementos da cozinha tradicional mineira, um momento propício para um bate-papo. Um cafezinho da roça, leite, broa de fubá, biscoitos, bolos e sucos naturais serão servidos, e boa parte destes produtos provenientes do próprio sítio. Servimos também almoço com comida caseira. O cardápio poderá sofrer modificações de acordo com a necessidade de cada grupo.
 
4. Resultados esperados
Com este projeto estimam-se os seguintes resultados:
 
-Melhoria no processo de aprendizagem
-Ser modelo de referência para projetos em outras localidades
-Contribuição na formação da consciência ambiental para um melhor exercício de cidadania
-Difusão de conhecimentos e tecnologias alternativas que possam ser úteis a comunidade
-Apontar perspectivas viáveis que possam fazer parte de políticas públicas locais e regionais
-Intercâmbios com outros grupos e instituições que trabalhem e desenvolvam atividades ecológicas
 
5. A equipe
O projeto Sete Ecos – Sistema de Expansão em Tecnologias Ecológicas conta com uma equipe multidisciplinar que trabalha com o intuito de experimentação e desenvolvimento de modelos de intervenção e inserção ao meio natural, que estejam dentro dos princípios de sustentabilidade e conservação. Para isso dispomos de quatro pessoas que moram no sítio e que estão diretamente ligadas as atividades, Sr. Marconi1, Dona Ione2, Marconi Jr.3 e Daniel4. Na composição do grupo de pesquisas e estudos que envolvem o projeto contamos com mais duas pessoas, Marco Aurélio5 e Ângelo Marcos6
 
6. Investimento
O Sete Ecos – Sistema de Expansão em Tecnologias Ecológicas atua na elaboração e desenvolvimento de projetos agroecológicos. Nosso trabalho se baseia em experiência, técnica e dinâmica, buscando a satisfação da entidade contratante. Por se tratar de uma prestação de serviços, as instituições e grupos de pessoas interessadas, devem dispor de um capital destinado a cobrir as eventuais despesas, prezando um melhor desenvolvimento da vivência. O investimento é variável e acordado na ocasião do agendamento.
Encargos do contratante
- Responsabilidade para com a integridade física dos participantes
- Transporte até o local da vivência
- Relação/quantidade de pessoas inscritas
- Preenchimento do termo de compromisso
 
 
 
7. Considerações finais
 
Independente da perspectiva pedagógica, a maneira mais comum de se ensinar educação ambiental tem sido pelo discurso do professor ou pelo livro didático. Este discurso sempre parte de alguma noção ou conceito chave e versa sobre algum fenômeno social, cultural ou natural que por vezes é descrito e explicado de forma descontextualizada do lugar ou do espaço no qual se encontra inserido.
Abordagens atuais da educação ambiental têm buscado práticas ecopedagógicas que permitam apresentar aos alunos diferentes aspectos de um mesmo fenômeno, de modo que os alunos possam construir compreensões novas e mais complexas a respeito. Espera-se que dessa forma, eles desenvolvam a capacidade de identificar e refletir sobre diferentes aspectos socioambientais, compreendendo a relação sociedade-natureza.
Para tanto, o estudo da sociedade e da natureza7 deve ser realizado de forma conjunta. Devemos procurar entender que - sociedade e natureza – constituem a base material e cultural sobre a qual o espaço é construído.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1Técnico agrícola;
2Agricultora;
3Permacultor e ecodesigner;
4Engenheiro agrônomo;
5Turismólogo, com especialização em Ecoturismo e desenvolvimento sustentável;
6Técnico agrícola
7 O conceito de natureza deve ser compreendido tanto como o de primeira natureza – os elementos biofísicos de uma paisagem – como o de segunda natureza – a natureza transformada pelo trabalho humano.

  

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